quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DIP


O reconhecimento do Estado pode ser feito de duas formas:
Expressa ou Tácita.
A forma expressa é feito por declaração unilateral ou por um tratado bilateral. No caso da declaração unilateral, basta certo país reconhecer a independência de outro. Já por um tratado bilateral, acontece quando há um contrato entre dois países, um reconhecendo a independência do Estado recém formado, um exemplo disso aconteceu quando o Brasil se tornou independente, ele fez um contrato bilateral com a Inglaterra, pagando-lhe um milhão de libras esterlinas, para a Inglaterra reconhecer o Brasil como Estado Soberano.
A forma tácita muda em relação à expressa por não ser tão explícita. Pode acontecer quando um país estabelece relações diplomáticas com um país recém independente e fizer um tratado bilateral sobre outro tema, como economia, educação, etc. Implicando dessa forma o reconhecimento da independência daquele Estado de forma não expressa. Lembrando que essa regra só vale para tratados bilaterais. Para tratados multilaterais, não tem validade. No caso, dois países podem fazer parte de um mesmo tratado e um não reconhecer a soberania do Estado do outro.
A ONU não reconhece Estados. Não é a sua função. Mas ela só aceita os Estados para fazer parte da organização depois que os outros Estados o tenham reconhecido.

Reconhecimento de governo:
Surgiu no passado, devido às constantes trocas não democrática de governos, devido às constantes revoluções. Existem duas doutrinas sobre o reconhecimento de governos: a doutrina Tobar e a doutrina Estrada.
Doutrina Tobar:
Ela falava que em caso de revolução ou golpe, o governo só seria reconhecido quando a população do país aceitasse o novo governo, enquanto isso esse governo não seria reconhecido.
Doutrina Estrada:
Por esta doutrina, reconhece-se o governo sem se levar em conta se o governo é ou não legítimo, e se o povo aceita ou não aquele governo. Para o governo ser reconhecido, segundo esta doutrina, bastava os diplomatas serem mantidos naquele país. Estrada falava que os Estados que adotassem a doutrina Tobar, estariam se metendo nos assuntos internos dos outros países. Por ele, essa doutrina representa a intervenção estrangeira nos assuntos internos de um Estado, o que não é justo. O governo deveria ser reconhecido independente da legitimidade ou da aceitação popular.


Em relação ao governo de Dilma:
O que podemos esperar dos Estados em relação à eleição de Dilma, é que haverá uma continuidade do que é o Brasil e seu governo. Ele vai continuar sendo reconhecido como Estado, pois não há independência. No caso do seu governo, o governo de Dilma será reconhecido por ambas as doutrinas, por sem legítimo, constitucional, por ter a aprovação do povo, e segunda a doutrina Estrada, por ser assunto interno do país.

domingo, 21 de novembro de 2010

Ariadne


Filha de minos, re de Creta. Apaixonada por Teseu, a quem dera um novelo de linha para ajudá-lo a sair do labirinto depois de matar Minotauro. Ariadne ficara segurando a ponta da linha para o amante, na entradaa do labirinto...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Verdade


"Quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta de dinheiro"

!


FODA-SE
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Diálogo


"E pões. E de que maneira! E queria-te agora... aqui. Sentir-te"



"E eu queria estar aí. Sentir-te. Prender-me nos teus braços."



"Enroscados."



"Pele na pele."



"Cheiros nossos."



"Olhares nossos."



"Beijos que deslizam."





"Mãos que procuram."



"Dedos que se molham."



"Corações que aceleram."



"Gemidos soltos."





"Línguas que se enrolam."



"Coxas que se roçam."





"Mãos que apalpam."



"Desço buscando-te."





"Guio-te com as minhas mãos. Preciso que me encontres."



"Língua minha num trilho úmido."





"Que se umedeci mais com a tua passagem."



"Saboreando-te."





"Estremeço de prazer."



"Agora desço eu em ti..."






"Meus dedos nos teus cabelos."



"Encontro-te. A minha língua desliza e sinto-te latejar."






"Arqueio-me."





"Gostar ao teu gosto...escorrendo."





"Provar-me, provando-te."



"A dois gemermos... nos vindo."





"Olhando-nos olhos nos olhos."



"Amo-te."





"Eu a ti. E arrepio-me de cada vez que me dizes."

AUTOCONTROLE x DEMASIADO DESEJO


Em nossa sociedade encontramos vários tipos de expressão de sentimentos, algumas pessoas são rotuladas como “racionais”, “bloqueadas” ou quem sabe “insensíveis”, por manterem um comportamento de autocontrole em relação a sua vida amorosa. Outras são rotuladas como “exageradas”, “apaixonadas” e “românticas”, por acreditarem que seu romance é a coisa mais importante de suas vidas. A partir de agora chamarei os primeiros de “racionais” e os segundos de “apaixonados” apenas para generalizar e diferenciar a quem escrevo.
Os “racionais” procuram ter um companheiro (a), mas conseguem separar os setores de suas vidas. Provavelmente não vão pensar no namorado (a) enquanto estuda, trabalha ou realiza alguma atividade, e na maioria das vezes seus desejos são limitados (não vão buscar muito mais do que o parceiro (a) possa lhe oferecer). Com certeza são pessoas que necessitam de espaço, precisam sentir-se livres, escolhem suas prioridades para o fim de semana: (“sexta sairei com meus amigos, sábado ficarei com o namorado (a), e domingo descansarei, ficarei com meus filhos, terminarei aquele trabalho de escola, etc.”) Geralmente são pessoas que cobram muito de si mesmas, se fecham em seu mundo, se alienam com pequenas distrações, e tem uma grande tendência a se sentirem incompletos amorosamente. Um dos seus maiores conflitos é superar sofrimentos passados, melhorar sua vida social, e às vezes dizer “eu te amo” quando realmente ama, ou seja, viver o que sentem.
Os “apaixonados” são completamente apegados em sua vida amorosa, não há nada mais importante do que ela, sem a felicidade no relacionamento nada será capaz de torná-los completos (trabalho, estudo, e família). Eles planejam suas vidas baseados no romance em que vivem, seus alicerces são completamente construídos em cima do namoro ou casamento (“Não trabalho pela minha dependência financeira, por um carro, por um sonho material, uma viagem, mas porque quero me casar, comprar minha casa, construir minha família ao lado do meu companheiro (a)”). Normalmente eles criam expectativas que nem sempre são concretizadas, são completamente carinhosos, pegajosos, e às vezes acabam exigindo o que o companheiro não pode lhe proporcionar, se tornam ciumentos e possessivos. Eles são os que mais se decepcionam quando o namoro acaba, pois apostaram tudo na paixão, porém são os que mais vivem intensamente seus sentimentos, são os que se deixam sentir a chama da paixão dentro de si. Um dos seus maiores conflitos é saber controlar suas atitudes, pois quando um desejo nosso é realizado, a tendência é que queiramos sempre mais, tornando-os maiores, muitas vezes irrealizáveis.
Podemos ter nos identificado com o personagem “racional” ou o “apaixonado”, ou podemos ter características comportamentais dos dois casos. A questão colocada aqui é: Qual das personalidades tem um relacionamento mais feliz? Quando você se controla demasiadamente ou quando você se apaixona demasiadamente?Em qual destes casos o individuo sofre mais?Aparentemente as respostas para estas questões parecem simples, mas para mim, por exemplo, que já fui os dois tipos de pessoa em relacionamentos diferentes tive que refletir bastante para definir o que parece ser o mais certo.
Quando você se controla demais, acaba tornando-se escravo do medo de viver o momento e vir a sofrer depois, ou seja, você não relaxa.Ao mesmo tempo, quando você está vivendo uma “paixão avassaladora” você torna-se escravo dos teus próprios desejos, que a cada dia serão maiores.
Nos dois casos existe sofrimento, ora você sofre porque “se jogou” nas oportunidades, ora porque se arrependeu de deixá-las passar.Ora você acha que se tivesse se entregado seria feliz, ora se você tivesse pensado mais em você mesma seria feliz.Então, só me resta concluir que você não precisa ser um “racional”, pois sentir com intensidade os momentos te torna uma pessoa mais feliz.Atenção, carinho, amor nunca é demais, porém é preciso ter cuidado com suas expectativas, e sempre se perguntar: “eu estou pensando em mim? Eu estou dando espaço?liberdade?eu sou possessivo?.
O importante é você ter sempre em mente: onde eu estou?Quem é a pessoa que está ao meu lado?Quais são os meus riscos?Você deve sentir sim o sabor gostoso de um beijo, o sangue correr rapidamente pelo seu corpo, a sensação agradável do carinho, mas tenha sempre em mente que SÓ VOCÊ é responsável pelos seus atos, sabendo disso você evita sofrer. Também nunca se esqueça que desejos “formam bolas de deve”, cuidado com ele, deseje sempre o que você pode obter.
Se o relacionamento acabar amanhã, tenha em mente que você fez o que devia, viveu com intensidade, mas sem esquecer-se de si mesmo, e foi feliz e que agora a vida continua sem frustrações...

A língua lambe



A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.

E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,

entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.